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Deu Tilt #1: Mamãe, quero ser hacker! O que eu faço?

Vivemos hoje um ambiente digital muito rico, que mudou a maneira como a gente se alimenta, se locomove e até namora. Mudou não só culturalmente, mas os negócios e a segurança. Hackers sempre foram parte deste contexto, embora sejam retratados de forma leviana, fantasiosa e distorcida. Não, eles não são um bando de moleques desocupados diante de uma tela verde vestindo moletom de capuz. Convidamos dois hackers para a estreia do nosso podcast de ciência e tecnologia, o Deu Tilt (ouça no arquivo acima o programa).

Nele, o colunista Ricardo Cavallini, o Cava, conduz um papo com Hiago Kin, CEO da Deepcript e especialista em análise de perfis alvos de ataques hackers, e Sofia Marshallowitz, especialista em dados e pesquisadora de inteligência artificial, sobre o dia a dia do profissional que vive de invadir sistemas.

O que é um hacker, o que ele faz e quais empresas estão contratando este perfil? Como os hackers estão usando inteligência artificial para nos salvar da burocracia? Como eles agem para nos ajudar? É preciso fazer faculdade para virar hacker? Essas são algumas questões levantadas na entrevista.

Hacker, explicam eles próprios, são pessoas que manjam muito de um assunto e querem entender um sistema --no sentido mais amplo da palavra. Quando eles modificam esse sistema, eles estão hackeando. (a partir de 8:10)

O que move um hacker, pergunta Cava? A diversão de resolver um problema, claro. E também um sentimento de desafio, de querer causar confusão, diz Marchallowitz. (a partir de 9:49)

Kin explica ainda o que faz um hacker profiler (ou hacker de perfil), aquele responsável por avaliar um alvo e apontar suas fraquezas de comportamento e exposição. Este é um profissional que vem sendo cada vez mais buscado por grandes corporações e executivos.

O hacker profiler olha um tipo de ameaça cibernética, olha as brechas e constrói associações entre vários pontos para apresentar um perfil, seja do ataque, do atacante ou da defesa, para as pessoas entendam e saibam como agir. (a partir de 2:13 no vídeo acima)

Existe um tipo específico de vulnerabilidade que ataca as grandes corporações, que é quando os grandes cargos dessas empresas se colocam em risco fora da empresa. Esse tipo de comportamento gera um tipo de brecha que é explorada por profissionais. Então passamos a oferecer o serviço para pessoas físicas, que começaram a perceber que precisam proteger até a própria parceira do CEO, os filhos... Ele mesmo percebe que está em risco simplesmente por trabalhar na empresa onde ele trabalha. Além de a própria empresa achar que ele pode estar colocando a empresa em risco. Porque o hacker [mal-intencionado] vai ficar se passan

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