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Fora da Curva #10: Como será o amanhã? Negócios e pessoas já estão mudando

No décimo episódio do podcast Fora da Curva, a empreendedora e criadora de conteúdo Monique Evelle traça projeções sobre o que está por vir, pós-pandemia, e também aponta o que já está mudando e de forma rápida, tanto com as pessoas quanto com o mundo do trabalho.

Evelle levanta o assunto da necessidade da adaptação e o quanto os modelos tradicionais de negócios, que ofereciam somente atendimento presencial, acabaram caindo por terra e tendo de descobrir o mundo digital na marra (ouça a partir de 2:22).
Quem acreditava que estava tranquilo vendendo de porta em porta ou apenas tendo uma vendinha no bairro e já era o suficiente, teve que entender da pior forma possível que o digital não é inimigo e sim um complemento. Estamos tentando aprender e nos adaptar, claro, em tempo real. Isso não é o ideal, sem dúvidas não é o ideal, mas é um ponto de atenção e ação que devemos ter em relação ao online e também ao offline.

Esse processo também chegou às formas de organização de trabalho. Empresas tiveram que adotar estratégias de cuidado corporativo enquanto cada funcionário está trabalhando em casa. Essas mesmas empresas que provavelmente tiveram funcionários se queixando de esgotamento ou indo parar no hospital por conta de estresse e também síndrome do pânico. [...] Acredito que os próprios funcionários dessas empresas, quando tudo voltar a essa nova normalidade, vão questionar os velhos costumes. E sim, aí sim, a gente vai ver que os processos de trabalho podem sim ser genuínos e respeitarem as pessoas, comentou.

Monique também trouxe à tona a ideia de que é preciso esperar mais das marcas e revelou que ela própria espera, e pontuou aspectos positivos que já estão acontecendo (ouça a partir de 3:42). As marcas saíram da lógica de vender produtos para prestarem serviços e era isso que as pessoas estavam esperando. A sociedade já estava clamando e pedindo marcas genuinamente engajadas, mas o medo do time de marketing, com o orçamento previsto para um ano, não deixava as marcas arriscarem. Agora não tem jeito, não existe orçamento predefinido para situações que não dão mais para prever. Daqui para frente, espero que as marcas arrisquem e não deixem o orçamento do ano fiscal engessarem possibilidades de ações, disse ela.

Revelando-se supressa, Monique comentou que esperava que o processo de mudança aconteceria com mais tempo, mas na verdade já começou e elas [marcas] estão enxergando os consumidores como cidadãos. Nossa demanda não é só de consumo. Eu compro de uma marca de acordo com os meus valores também, de acordo com as minhas pautas. Custava as marcas nos enxergarem como cidadãos antes?, provocou.

No entanto, também deixou críticas ao modelo de investimento de alguns empresários, sobretudo unicórnios, empresas avaliadas em mais de 1 bilhão de dólares no mercado, e no modo como estão reagindo à crise (ouça a partir de 12:55).

Espero que os investidores de startups, esse negócio de impacto, parem de investir apenas em uma única coisa

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