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Pernambucana chega em casa de praia e encontra homem morando no local 3

Uma pernambucana que mora nos Estados Unidos teve uma desagradável surpresa ao chegar em sua casa de praia em Porto de Galinha, em Ipojuca, no Grande Recife. Ao tentar entrar na residência, se deparou com um homem. De acordo com Ainoã Edney, ele invadiu a casa e está morando no local.

A descoberta aconteceu em agosto do ano passado e, desde então, a mulher vem mantendo contato com o homem, por telefone e por aplicativos de mensagens, tentando negociar a saída dele do local, mas ele fez reformas na casa e estaria pedindo reembolso de R$ 60 mil. A casa é sua, estava esperando muito você chegar, falou o homem.

Segundo ele, o imóvel estava abandonado e era utilizado como ponto de consumo de drogas. No entanto, a pernambucana, que tem a escritura da casa comprada há cerca de 15 anos e paga o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), afirmou que costuma passar alguns dias no local duas vezes por ano.

Segundo o irmão da dona da casa, Isaque, a família está com medo pois o homem que invadiu a casa teria dito que conhece as autoridades da cidade. Ele já falou que tem muitas amizades, muita influência no município, chamando até a prefeita de 'mainha'. Ele fica utilizando disso pra intimidar a gente, diz Isaque.

Versão da defesa
Durante a gravação, o homem chegou ao local e não quis gravar entrevista. No entanto, falou que ele fez uma espécie de ''boa ação'', que decidiu entrar na casa pois o local estava abandonado e sendo utilizado por usuários de drogas, aumentando a criminalidade no local

A produção do Por Dentro com Cardinot entrou em contato com o advogado do homem suspeito de invadir a casa. Em nota, Rafael Mayer informou que o imóvel foi invadido por conta de dificuldades financeiras e também por ter sido informado que a residência estava abandonado e que era recorrente ponto de consumo e venda de drogas. Ainda de acordo com a defesa, a desocupação acontecerá em breve e que o homem está buscando alugar outro imóvel, mas que isso ainda não foi possível por conta dos altos preços do verão. A nota afirma ainda que, em nenhuma das conversas, o cliente dele se posicionou contrário à desocupação do imóvel, mas pediu que as reformas que foram realizadas fossem reembolsadas, já que a enteada dele necessitava de adaptação, pois se trata de uma pessoa com deficiência.

O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) informou que o caso está em andamento. A Prefeitura de Ipojuca ainda não se pronunciou sobre o caso.

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